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Intervenções


Site Specific


Este projeto surgiu quando vi um prédio consumido pelo tempo à espera de sua restauração. Dei continuidade ao projeto Inside/Outside, desenvolvido em Leitrim-Irlanda, e apresentei um site specific, ocupando seis dos sete quartos do casarão, com ações externas trazidas para dentro dele.

Uma câmara colocada do lado externo da casa capta imagens ao vivo do entorno e, através de um projetor, a imagem do movimento externo é projetada em uma das paredes do primeiro quarto.

Dois quartos permanecem com suas portas fechados e. ao lado delas, estão fotografias de diversas portas coloridas das casas de Manorhamilton, que também permanecem sempre fechadas. Em outro quarto, o som gravado externamente toma conta do ambiente.

As paredes do sexto quarto são revestidas com lençóis anteriormente colocados nas calçadas, quando pessoas transitaram sobre eles, deixando seus rastros ali registrados.

O sétimo e último quarto está totalmente ocupado por sacos de lixo, representando fielmente o dentro e fora, ou seja, tudo que foi desprezado com esta ação retorna à sua origem.

 

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Performance


Essa performance faz parte do projeto Inside/Outside, desenvolvido em Manorhamilton, Irlanda.

Trata-se da relação dentro e fora: nessa performance as situações se invertem, uma que mostra ações intimistas feitas na rua, e outra, que exibe ações urbanas protagonizadas dentro de uma casa.

Inside

Outside

 

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Intervenção Urbana


As bacias de alumínio, num dos lagos artificiais do Horto Florestal, dão as boas-vindas aos visitantes. Objetos fora de lugar e inseridos num espaço anacrônico causam no visitante uma estranheza em relação ao lugar. Há um simbolismo no conjunto, que leva a essa estranheza, mas que, ao mesmo tempo, possibilita a associação com as interferências do homem e suas múltiplas intervenções nos contextos naturais.

Brilhantes que nos remetem à classificação legendária e universal da abundância, do poder. Metáfora de possibilidades e poder. Um poder submetido à ignorância e ao descuido. Metal e água. Solúveis ou não? Água: pura ou poluída? Metal sobre água: o poder da escassez sobre a água, da abundância e do limite. E as bacias, ao mesmo tempo, simbolizam escassez. Há, simbolicamente, um jogo de poder e distância, fantasia e realidade que pode se transformar em melancolia.

Neste caso, a inacessibilidade das bacias ,  trazem uma mensagem que foge de sua usual função protetora, limitando-as espacial e praticamente. São sinônimos de alerta. Um chamado à reflexão. Objetos que, fora de seu contexto e com sua função transferida ao não-lugar, ganham uma nova função simbólica  que, desta vez, pelo lugar e contexto em que foram inseridos, nos alertam sobre como nossos atos podem ainda evitar a catástrofe.
Ao mesmo tempo, aqui, a relação com a paisagem  vai gerar a discussão em relação à “interferência” nas vivências, lembranças de cada um que visite o lugar com as referências pessoais, possibilitando a inserção de cada um, a partir destas vivências pessoais na abordagem e interpretação das propostas da artista.

Andrés I. M. Hernández
Curador e critico de arte

 

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